Orgasmo Digital 1

Já comi uma, talvez duas, se calhar até três, mas uma de cada vez.

Ligo o computador e sou o maior, talho nos dedos e nas teclas balelas velhas, palavras de encantamento de um galã superior. Blogue, pensamento, ideias, que coisas feias, Casanova de um tempo moderno, predador de algibeira, ataco à primeira, vem poema bucólico, é gaja com falta de peso, com a vida num inferno, Idalina você escreve com alma, suas palavras são vida, e logo ela solta o desejo perante tão portento sedutor.

Sou grande, um grande conquistador Joaquim, como tenho orgulho de mim, tudo incha no meu peito, pena que abaixo continua minguante e com bastante falta de jeito, ah, se a minha Felisbela ainda brincasse com ela, mas também ela se cansou de tamanho tão insignificante.

Acho que exagerei na dose, já há bulha com duas, chiça que a coisa enguiça, já são três as peruas que se embrulham com as minhas investidas. Tenho que arranjar saídas antes que a casa comece a arder e salte o telhado pela janela que ainda agora acabei de escrever.

Que fazer, hoje não é dia de prazer, chamam-me lá de dentro, sim Delfina já vou tratar da menina. Fecho as calças, estou que não me aguento, fica para outro dia um novo intento, mas antes ainda deixo a semente, Sofia mas que bela poesia, suas palavras são o bálsamo do dia, espere por mim eternamente.

Ainda não comi, mas quatro ou cinco já digeri.

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